Naquele luar, entre grades e paredes rebocadas, sentira na pele as atitudes da inconsciência de quem nunca sentira o desabrochar de um sentimento sincero e, como consequência, não sabia cuidar de uma das coisas mais raras de se encontrar no mundo. Atónito e sem palavras, ele foi embora sentindo-se mal por não ter coragem de acreditar em si mesmo e em suas convicções. Ao chegar em casa, percebera que o fluxo das coisas não ia bem e que não havia feito nada na vida, que talvez já tenha pago, que justificasse a vergonha e indiferença que sentia sobre sua mente. Com o coração ainda apertado pois o amor era de fato verdadeiro, escrevera o que era necessário e mandou friamente por uma mera mensagem de celular, que para ela ainda pareceria um blefe, mas que não muito mais tarde veria ser sério.
Apesar de triste, sentia-se leve, mas era pelo fato de ele ter tido coragem de não se sentir culpado por mais nada como até então vinha se sentindo. Mesmo assim, aquela tristeza revelava que ele queria ainda um milagre para não apagar do seu coração o que ele demorou tempos para sentir de verdade. Procurou uma vela. A primeira que encontrara estava quebrada e sua mãe lhe ensinara que estas não servem. Achou uma segunda, inteira e firme como seu sentimento e acendera a Nossa Senhora. Com muita fé, contou o que sentia dentro do seu coração apesar de todos os maus tratos pois no fundo ele compreendia que ela também estava perdida e quem realmente gosta não abandona só porque o mar está revolto. Pediu que tudo se acalmasse e que o sentimento falasse mais alto; orou e se esforçou para ter Fé pois sua memória era muito ávida nesses momentos, afinal, ele não queria que coisas do passado voltassem a acontecer.
Ao ir de encontro com seus amigos, lá estava ela e no mesmo momento percebera que seu semblante não era de indiferença, era de alguém que estava demonstrando o que sentia por dentro de verdade e era algo bom. Contudo, ele ainda não podia se dobrar, a noite anterior havia sido muito forte para deixar assim barato, embora ele soubesse que também não era fácil para com ela. Dilema: como isto viria acabar? O tempo passava e seu comportamento deixava claro que sua mensagem não era blefe. Num dado momento, ele lá e ela acolá, perdidos na multidão, se reencontram guiados pela ternura de uma amiga, que emanava uma energia positiva, talvez vinda de sua tatuagem em forma de árvore. Saem a caminhar e, para pasmo dele, se sentam em um banco de praça onde muitas pessoas passavam, o que geralmente a deixava louca, mas parecia que aquele momento abrira uma excessão.
Quando um não entende o outro ao mesmo tempo que compreende sim, mas tudo parece estar no fim, é que os corações se comunicam, e não propriamente a voz guiada pela razão. Foi assim que aconteceu. Nem um nem outro perguntou disso ou daquilo, cobrara aquilo ou aquilo outro. As defesas do ego, baixaram-se. Era agora ou nunca. Subitamente, uma frase sem sentido aparente: "tu nunca mais me fará dengo?", ao que ela responde baixinho "não sei....... tu ainda quer?". Toda a tristeza que ele carregava no coração se dissolveu naquele momento em que ela pegou sua mão após ele ter dito "Quero". Ao beijá-la, ele sentiu que ela também estava aliviada e naquele momento passou a entendê-la melhor, bem como o ritmo de seus passos que novamente ele passava a acompanhar com alegria.
Apesar de triste, sentia-se leve, mas era pelo fato de ele ter tido coragem de não se sentir culpado por mais nada como até então vinha se sentindo. Mesmo assim, aquela tristeza revelava que ele queria ainda um milagre para não apagar do seu coração o que ele demorou tempos para sentir de verdade. Procurou uma vela. A primeira que encontrara estava quebrada e sua mãe lhe ensinara que estas não servem. Achou uma segunda, inteira e firme como seu sentimento e acendera a Nossa Senhora. Com muita fé, contou o que sentia dentro do seu coração apesar de todos os maus tratos pois no fundo ele compreendia que ela também estava perdida e quem realmente gosta não abandona só porque o mar está revolto. Pediu que tudo se acalmasse e que o sentimento falasse mais alto; orou e se esforçou para ter Fé pois sua memória era muito ávida nesses momentos, afinal, ele não queria que coisas do passado voltassem a acontecer.
Ao ir de encontro com seus amigos, lá estava ela e no mesmo momento percebera que seu semblante não era de indiferença, era de alguém que estava demonstrando o que sentia por dentro de verdade e era algo bom. Contudo, ele ainda não podia se dobrar, a noite anterior havia sido muito forte para deixar assim barato, embora ele soubesse que também não era fácil para com ela. Dilema: como isto viria acabar? O tempo passava e seu comportamento deixava claro que sua mensagem não era blefe. Num dado momento, ele lá e ela acolá, perdidos na multidão, se reencontram guiados pela ternura de uma amiga, que emanava uma energia positiva, talvez vinda de sua tatuagem em forma de árvore. Saem a caminhar e, para pasmo dele, se sentam em um banco de praça onde muitas pessoas passavam, o que geralmente a deixava louca, mas parecia que aquele momento abrira uma excessão.
Quando um não entende o outro ao mesmo tempo que compreende sim, mas tudo parece estar no fim, é que os corações se comunicam, e não propriamente a voz guiada pela razão. Foi assim que aconteceu. Nem um nem outro perguntou disso ou daquilo, cobrara aquilo ou aquilo outro. As defesas do ego, baixaram-se. Era agora ou nunca. Subitamente, uma frase sem sentido aparente: "tu nunca mais me fará dengo?", ao que ela responde baixinho "não sei....... tu ainda quer?". Toda a tristeza que ele carregava no coração se dissolveu naquele momento em que ela pegou sua mão após ele ter dito "Quero". Ao beijá-la, ele sentiu que ela também estava aliviada e naquele momento passou a entendê-la melhor, bem como o ritmo de seus passos que novamente ele passava a acompanhar com alegria.

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