domingo, 27 de dezembro de 2009

Meet me Halfway

Black Eyed Peas - Meet me Halfway


Tradução: http://letras.terra.com.br/black-eyed-peas/1491900/traducao.html

Uh, I can't go any further than this
Uh. I want you so badly, it's my biggest wish

Whoa, I spent my time just thinkin', thinkin', thinkin' 'bout you
Every single day, yes, I'm really missin', missin' you
And all those things we use, to use, to use, to use to do
Hey girl, wuz up, it use, to use to be just me and you
I spent my time just thinkin', thinkin', thinkin' 'bout you
Every single day, yes, I'm really missin', missin' you
And all those things we use, to use, to use, use to do
Hey girl, wuz up, girl, wuz up, wuz up, wuz up

Can you meet me halfway, right at the borderline
That's where I'm gonna wait, for you
I'll be lookin' out, night and day
Took my heart to the limit, and this is where I'll stay
I can't go any further than this
I want you so bad it's my only wish

Girl, I travel 'round the world and even sail the seven seas
Across the universe, I go to other galaxies
Just tell me where you go, just tell me where you want to meet
I navigate myself, myself, to take me where you'll be
'Cause girl I want, I, I, I want you right now
I travel uptown (town), I travel downtown
Wanna have you around ('round) like every single day
I love you all way, way

Can you meet me halfway (I'll meet you halfway)
Right at the borderline
That's where I'm gonna wait, for you
I'll be lookin out, night and day
Took my heart to the limit, and this is where I'll stay
I can't go any further than this
I want you so bad it's my only wish
I can't go any further than this
I want you so bad it's my only wish

Let's walk the bridge, to the other side
Just you and I (just you and I)
I will fly, fly the sky, for you and I (for you and I)
I will try, until I die, for you and I, for you and I, for for for you and I,
For for for you and I, for for for you and I, for you and I

Can you meet me halfway
Can you meet me halfway
Can you meet me halfway
Can you meet me halfway
Meet me halfway
Right at the borderline
That's where I'm gonna wait, for you
I'll be lookin out, night and day
Took my heart to the limit, and this is where I'll stay
I can't go any further than this
I want you so bad it's my only wish
I can't go any further than this
I want you so bad it's my only wish

Bala de menta

(um texto perdido)

Ela não sabia o que escolher, se o Bombom ou a bala de menta. Ficou a dúvida no ar se um era melhor que o outro, mas a verdade que é tudo uma questão de gosto. Na dúvida interminável, ela decidiu morder um pedaço do bombom e com muito dó resistiu, mas acabou comendo-o todo, mas não teve coragem de pedir mais. Ela não tinha certeza se podia e se queria mais por ser algo diferente do costume, assim como eu quando criança tinha vergonha de pedir Coca-cola para meu pai. Então, ela foi a procura de balas de menta e saciar sua vontade quase juvenil por um sabor simples mas tradicional. O que ela não sabia é que aquele que tinha os Bombons estava feliz por ver seus olhos brilharem por algo que ela jamais pensou que iria experimentar, e que fazia gosto por ela ainda ter desejo por outras coisas e experimentá-las. Como ele também uma vez já gostara de balas de menta, aguardava ansioso pra saber dela como tinha sido sua impressão perante tantas opções. Afinal, ele sabia desde da época de menino, que as vezes experimentar uma Coca-Cola não era apenas sinônimo de felicidade para o coração.

sábado, 26 de dezembro de 2009

Humildade

Eu ia reclamar do John, mas senti que não valia o esforço. Então pensei em falar sobre os vícios e mitos do que vem a ser diversão e “curtir a vida” no conceito popular, expresso por uns e outros e que nada ou muito pouco constroem na vida sentimental. Achei o assunto tedioso. Cogitei falar sobre como as pessoas estão banalizando os sentimentos e o amor, vivendo falsas felicidades e perspectivas de vida. Descartei logo de cara.

Então, um versinho:


Hoje, o sabor parecia de adeus,

a movimentação dos braços transparecia isso

com um dom treinado por anos

olhei teus olhos e percebi algo escondido

subtendido e disfarçado de “não é nada”

esta manhã estava mais maduro

e no fim da tarde tornei-me mais humilde

pego em tuas mãos e digo comigo

“acalme-se, no fundo estamos bem...”

e temos sempre o vício de achar que não,

o medo de não se explicar e se expor...

de ser sincero ao ponto do ridículo...

coisas que embaçam o relacionar-se

oprimem o verdadeiro sentimento

e cegam um maior a desabrachar

Talvez seria melhor que Fim

pois o fim é finito e o talvez amplo

cheio de oportunidades e brechas

para palavras serem ditas

frases serem escritas em prosa

músicas cantadas ou ouvidas

embalando o ritmo do coração

que, renovado por uma simples atitude

despida de orgulho e medo,

o faz bater mais forte e firme

que agora anseia pelas emoções

vindouras do livre-arbítrio

daqueles que se gostam no íntimo.


Denis Jacintho

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Reflexão sobre a experiência


Chega um ponto em nossa existência que nos damos conta de si mesmos. Não nascemos sabendo que existimos e tão pouco isto se torna um fato nos anos seguintes. Simplesmente vamos vivendo um dia após o outro, acumulando experiências e criando rotinas para a nossa... rotina. Questões essenciais mexem muito com o ser humano, pois elas vão ao âmago da principal pergunta: porque estamos aqui? Refletir sobre isso pode gerar instabilidade e medo na grande maioria das pessoas (ao menos das que tem vontade de pensar), pois terão que reanalisar suas crenças, dando-se conta que estão, no fundo no fundo, sozinhas. Tudo parte de você e apenas de você aceitar isso ou aquilo como verdade. Alguns não conseguem e voltam a se apoiar em crenças prontas ou basear suas decisões sobre as costas de alguém, pois é mais seguro assim viver, a responsabilidade não é a mesma. Então, para domar as questões que mexem com o nosso ser e sua liberdade, alguns adotam os pacotes prontos de rotinas diárias e perspectivas de futuro “vendidos” pela sociedade e seus costumes, aqueles que ninguém sabe ao certo como surgiu, se são válidos e se nos tornarão felizes, mas é o que a maioria faz e por isso torna-se válidos. Assim, o que fazer amanhã, quem me tornar, o que serei no futuro, rirão de mim, etc, etc, essas questões serão tapadas, bastando tornar-se mais um cidadão, mais um consumidor: quanto mais coisas adquirirmos, quanto mais pessoas nos admirarem pelo que temos, ninguém nos reprimirá, nossos futuros estarão garantidos e teremos alcançado a felicidade, seguindo aquela rotina pronta e deixando de lado questões sobre “quem sou” no sentido original, afinal, hoje em dia “quem sou” é sinônimo de “o que tenho” e “quanto tenho”.
Se as pessoas se tornam como máquinas e não se dão conta disso (algumas são conscientes mas precisam seguir as “regras” sociais), como é que elas adquirem experiência? Ou melhor, o que é a experiência? Voltamos ao início da reflexão: fundir-se a rotina ou estar nela com os olhos abertos? A vida é uma acúmulo constante de experiências, para tudo que escutamos, olhamos ou sentimos, a todo o momento estamos vivenciando experiências que podem mudar quem somos ou, mais profundamente, nos darmos conta de si mesmos: quem sou? No que estou me tornando? O que quero para mim? Estou buscando aquilo que eu desejo? O que desejo? O que desejo sou eu que quero ou é um desejo de outro? Estou seguindo minha essência e vontade ou sou como os outros querem que eu seja? Desde crianças acumulamos vivências e isso se dará ao infinito. Cada uma delas se torna uma experiência em que ou aceitaremos (seja boa ou ruim) e cresceremos ou a ignoraremos, escondendo-a nas gavetas profundas da memória e interrompendo uma porcentagem importante para o amadurecimento, para a independência de si. O aprendizado é subjugado, deixado de lado e uma lacuna, um vazio para a formação de nosso caráter e de nossa bagagem de atitudes, é aberta. Como qualquer sistema tem sua falha, aquelas rotinas prontas e perspectivas de futuro ditadas pela sociedade um dia mostrarão suas próprias lacunas e, somando-se àquela lacuna de nosso ser em particular, surgirá fagulhas de infelicidade, de angústia, que por sorte não se tornarão em depressão, dependendo da força mental de cada pessoa que isso viver.
Contudo, a sociedade absorve tais máquinas, lhes oferecem as vezes oportunidades que aqueles que vivem uma vida mais próxima a seus próprios princípios não conseguem. Por vezes, a própria vida e seu mistério infinito com suas ações invisíveis, oferece diversas oportunidades para as máquinas tornarem-se novamente humanas, ou pelo menos... um pouco mais humanas. O interessante que não é necessário agradecer e em alguns momentos as pessoas não se dão conta das oportunidades que lhe batem a porta: ou as ignoram ou as aceitam, mas julgando-se merecedoras quando nunca foram. Em outras palavras, viver uma vida por si mesmos ou seguir o pacote pronto vendido pelos costumes dá no mesmo, afinal, máquinas e humanos convivem juntos há um bom tempo. Dizia a música “O que você vai ser, quando você crescer....” – Legião Urbana.

Denis Jacintho