Recentemente venho pensando que devo ter perdido o meu Eu em algum lugar da linha do tempo nestes últimos meses. Talvez isto tenha relação com algo que me disseram nos últimos dias que eu não sabia dizer Não. O ditado que fala sobre não corrermos atrás das borboletas me soa tão idiota quanto verdadeiro. Usando uma reflexão sugerida por uma futura psicóloga amiga minha, tento elencar cinco razões que justifiquem minhas ações que, parando hoje pra pensar, estão sendo em vão. Não consigo passar de uma. Percebi que qualquer pessoa neste mundo pode de uma hora lhe virar as costas, lhe negar um sorriso e até mesmo o diálogo, mesmo que outrora fosses digno de confiança. Você pode trabalhar duro, se esforçar muito por alguém, sacrificar seu tempo e tentar ser o mais aberto possível, mesmo assim nada disso servirá de parâmetros quando você for vítima do ócio alheio, da fofoca, do recalque e do amor exacerbado. Nestes termos, as pessoas são exatamente como aquelas interpretadas no filme “Dog Ville” que, como diria minha ex-professora Márcia Tiburi, “eles, mesmo assim, cravarão os dentes”. Você pode primar em seguir o bom caminho, o que é certo, evitar o errado e o infame, mas as vezes parece que prevalecerá as cogitações, meia-histórias, fuxicos, achismos... o caráter não convém se deste nada se precisa. A maturidade e a responsabilidade realmente só surgem do esforço, do ralar, do suar no sol, da advertência dura dos mais velhos. O respeito só advém da firmeza, da personalidade forte, do saber dizer não ao que é errado, de não ter medo em seguir o certo. A humildade, o reconhecimento, a gratidão e o amor só desabrocham verdadeiramente quando nos falta algo ou quando perdemos aquilo que era certo, seguro e não nos importávamos. Ajudar demais os outros é tão errado quanto achar que não precisamos ajudar. Acontece que por vezes as mentes se abrem mais para a realidade da vida quando os indivíduos passam necessidade ou perdem algo que não amavam ou respeitavam quando podiam. Conversar e aconselhar nos dias de hoje quase não tem valor algum. Palavras por palavras serão apenas palavras ditas ao vento, só se constrói algo, qualquer coisa, mediante a atitude.
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Descolando
A cada brincadeira
mas nunca brincadeira
descola aquele apreço
o que é intenso
perdendo-se o sentimento
ouves minha voz presente
mas me esnobas
ouvi terceiras a mim
mas me mantenho
porém, tu não vês...
eu começo a perceber:
pavor de brincadeiras
saudade de carinhos.
mas nunca brincadeira
descola aquele apreço
o que é intenso
perdendo-se o sentimento
ouves minha voz presente
mas me esnobas
ouvi terceiras a mim
mas me mantenho
porém, tu não vês...
eu começo a perceber:
pavor de brincadeiras
saudade de carinhos.
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Metamorfose
Terei que ser outro
e me pergunto se devo,
mas devo.
sendo quem estava
não consegui, plenamente,
ser feliz.
e me pergunto se devo,
mas devo.
sendo quem estava
não consegui, plenamente,
ser feliz.
domingo, 24 de janeiro de 2010
*roinc roinc*
Figuradamente falando, ontem sentei em minha cadeira para pensar sobre ela, aquela que verdadeiramente me tem. Estava lembrando quão prazeroso foi ficar sentado ao lado dela na mesa da cozinha vendo suas pastas secretas, as quais me disse nunca ter mostrado pra alguém. Folhei todas elas com gosto, pois aprecio o mesmo assunto e a cada página virada, percebia quantas coisas especiais e ocultas ela tem dentro de si. Seguindo esse raciocínio, me dei conta que o sentimento dela que dificilmente demonstra está na verdade oculto, não no sentido de inerte, mas já está ativo porém ainda tapado aos olhos do mundo... os olhos que julgam e comentam sem sequer termos pedido, os mesmos que ela teme por estar começando uma etapa muito importante de sua vida: optar por si própria em ser feliz. Optar é um livre arbítrio sinônimo de vontade e maturidade. Há aqueles que apenas seguem a maré, que tem rostos bonitos ou status de destaque, valendo-se disse pra chamar a atenção; quando obtém, se satisfazem e permanecem seguindo uma vida sem nexo que não gerará nada de bom quando os anos castigarem suas colunas.
Felizmente ela, tem percebido que é linda e muito interessante, pois sempre sussuro ao seu ouvido tais palavras e mimos. Lembro quando pedia a Deus que colocasse em meus caminhos alguém que eu pudesse me encantar, esquecendo de todas as outras e me surpreender comigo mesmo por tamanho sentimento. Queria muito amar e dar carinho. Eis que surgiu e fiz questão de pensar e imaginar diversas cenas com ela, persistir quando tudo parecia caminhar para o fim, e para minha felicidade sempre encontrei, graças a fé, luz no fim do tunel, certo de meu sentimento e firme em prová-lo. Afinal, o mundo é mal, cabe a nós por qual caminho trilhar.
Nestes caminhos difíceis da vida, quero caminhar de mãos dadas com ela, sem soltar seja qual for o desafio, pois tive a felicidade de perceber que alguém pode gostar e ter paciência por mim, percebi também que meu amor não era como a lua, que muda constantemente, finalmente ele tem constância. Rezo a Deus agora que ela possa perceber que não é possível viver de passado e em cima deste criar ilusões. O presente está aqui e a sua frente. Espero que ela tenha tanta fé como eu sobre nós, abra os olhos e perceba nossa sorte, ignorando o que pensarão ou dirão, e optando apenas por nós e nossa força.
*roinc roinc* =)
Felizmente ela, tem percebido que é linda e muito interessante, pois sempre sussuro ao seu ouvido tais palavras e mimos. Lembro quando pedia a Deus que colocasse em meus caminhos alguém que eu pudesse me encantar, esquecendo de todas as outras e me surpreender comigo mesmo por tamanho sentimento. Queria muito amar e dar carinho. Eis que surgiu e fiz questão de pensar e imaginar diversas cenas com ela, persistir quando tudo parecia caminhar para o fim, e para minha felicidade sempre encontrei, graças a fé, luz no fim do tunel, certo de meu sentimento e firme em prová-lo. Afinal, o mundo é mal, cabe a nós por qual caminho trilhar.
Nestes caminhos difíceis da vida, quero caminhar de mãos dadas com ela, sem soltar seja qual for o desafio, pois tive a felicidade de perceber que alguém pode gostar e ter paciência por mim, percebi também que meu amor não era como a lua, que muda constantemente, finalmente ele tem constância. Rezo a Deus agora que ela possa perceber que não é possível viver de passado e em cima deste criar ilusões. O presente está aqui e a sua frente. Espero que ela tenha tanta fé como eu sobre nós, abra os olhos e perceba nossa sorte, ignorando o que pensarão ou dirão, e optando apenas por nós e nossa força.
*roinc roinc* =)
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Quando o sentimento sobressai
Naquele luar, entre grades e paredes rebocadas, sentira na pele as atitudes da inconsciência de quem nunca sentira o desabrochar de um sentimento sincero e, como consequência, não sabia cuidar de uma das coisas mais raras de se encontrar no mundo. Atónito e sem palavras, ele foi embora sentindo-se mal por não ter coragem de acreditar em si mesmo e em suas convicções. Ao chegar em casa, percebera que o fluxo das coisas não ia bem e que não havia feito nada na vida, que talvez já tenha pago, que justificasse a vergonha e indiferença que sentia sobre sua mente. Com o coração ainda apertado pois o amor era de fato verdadeiro, escrevera o que era necessário e mandou friamente por uma mera mensagem de celular, que para ela ainda pareceria um blefe, mas que não muito mais tarde veria ser sério.
Apesar de triste, sentia-se leve, mas era pelo fato de ele ter tido coragem de não se sentir culpado por mais nada como até então vinha se sentindo. Mesmo assim, aquela tristeza revelava que ele queria ainda um milagre para não apagar do seu coração o que ele demorou tempos para sentir de verdade. Procurou uma vela. A primeira que encontrara estava quebrada e sua mãe lhe ensinara que estas não servem. Achou uma segunda, inteira e firme como seu sentimento e acendera a Nossa Senhora. Com muita fé, contou o que sentia dentro do seu coração apesar de todos os maus tratos pois no fundo ele compreendia que ela também estava perdida e quem realmente gosta não abandona só porque o mar está revolto. Pediu que tudo se acalmasse e que o sentimento falasse mais alto; orou e se esforçou para ter Fé pois sua memória era muito ávida nesses momentos, afinal, ele não queria que coisas do passado voltassem a acontecer.
Ao ir de encontro com seus amigos, lá estava ela e no mesmo momento percebera que seu semblante não era de indiferença, era de alguém que estava demonstrando o que sentia por dentro de verdade e era algo bom. Contudo, ele ainda não podia se dobrar, a noite anterior havia sido muito forte para deixar assim barato, embora ele soubesse que também não era fácil para com ela. Dilema: como isto viria acabar? O tempo passava e seu comportamento deixava claro que sua mensagem não era blefe. Num dado momento, ele lá e ela acolá, perdidos na multidão, se reencontram guiados pela ternura de uma amiga, que emanava uma energia positiva, talvez vinda de sua tatuagem em forma de árvore. Saem a caminhar e, para pasmo dele, se sentam em um banco de praça onde muitas pessoas passavam, o que geralmente a deixava louca, mas parecia que aquele momento abrira uma excessão.
Quando um não entende o outro ao mesmo tempo que compreende sim, mas tudo parece estar no fim, é que os corações se comunicam, e não propriamente a voz guiada pela razão. Foi assim que aconteceu. Nem um nem outro perguntou disso ou daquilo, cobrara aquilo ou aquilo outro. As defesas do ego, baixaram-se. Era agora ou nunca. Subitamente, uma frase sem sentido aparente: "tu nunca mais me fará dengo?", ao que ela responde baixinho "não sei....... tu ainda quer?". Toda a tristeza que ele carregava no coração se dissolveu naquele momento em que ela pegou sua mão após ele ter dito "Quero". Ao beijá-la, ele sentiu que ela também estava aliviada e naquele momento passou a entendê-la melhor, bem como o ritmo de seus passos que novamente ele passava a acompanhar com alegria.
Apesar de triste, sentia-se leve, mas era pelo fato de ele ter tido coragem de não se sentir culpado por mais nada como até então vinha se sentindo. Mesmo assim, aquela tristeza revelava que ele queria ainda um milagre para não apagar do seu coração o que ele demorou tempos para sentir de verdade. Procurou uma vela. A primeira que encontrara estava quebrada e sua mãe lhe ensinara que estas não servem. Achou uma segunda, inteira e firme como seu sentimento e acendera a Nossa Senhora. Com muita fé, contou o que sentia dentro do seu coração apesar de todos os maus tratos pois no fundo ele compreendia que ela também estava perdida e quem realmente gosta não abandona só porque o mar está revolto. Pediu que tudo se acalmasse e que o sentimento falasse mais alto; orou e se esforçou para ter Fé pois sua memória era muito ávida nesses momentos, afinal, ele não queria que coisas do passado voltassem a acontecer.
Ao ir de encontro com seus amigos, lá estava ela e no mesmo momento percebera que seu semblante não era de indiferença, era de alguém que estava demonstrando o que sentia por dentro de verdade e era algo bom. Contudo, ele ainda não podia se dobrar, a noite anterior havia sido muito forte para deixar assim barato, embora ele soubesse que também não era fácil para com ela. Dilema: como isto viria acabar? O tempo passava e seu comportamento deixava claro que sua mensagem não era blefe. Num dado momento, ele lá e ela acolá, perdidos na multidão, se reencontram guiados pela ternura de uma amiga, que emanava uma energia positiva, talvez vinda de sua tatuagem em forma de árvore. Saem a caminhar e, para pasmo dele, se sentam em um banco de praça onde muitas pessoas passavam, o que geralmente a deixava louca, mas parecia que aquele momento abrira uma excessão.
Quando um não entende o outro ao mesmo tempo que compreende sim, mas tudo parece estar no fim, é que os corações se comunicam, e não propriamente a voz guiada pela razão. Foi assim que aconteceu. Nem um nem outro perguntou disso ou daquilo, cobrara aquilo ou aquilo outro. As defesas do ego, baixaram-se. Era agora ou nunca. Subitamente, uma frase sem sentido aparente: "tu nunca mais me fará dengo?", ao que ela responde baixinho "não sei....... tu ainda quer?". Toda a tristeza que ele carregava no coração se dissolveu naquele momento em que ela pegou sua mão após ele ter dito "Quero". Ao beijá-la, ele sentiu que ela também estava aliviada e naquele momento passou a entendê-la melhor, bem como o ritmo de seus passos que novamente ele passava a acompanhar com alegria.
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
Um texto perdido...
Fatigado por uma longa viagem, sem qualquer força para levá-lo além de suas próprias pernas e a Fé que sua mãe havia lhe ensinado, ele havia chegado a um lugar novo mas que já era conhecido de seus antepassados. Com sede por ofício, mergulhou no trabalho deslumbrado pelo carinho das pessoas, pois a novidade sempre chamava atenção. Felizmente, perdurou tal efeito até os dias de hoje, mas além da liberdade dada pela força de suas mãos, ele queria mais uma coisa que ainda não havia encontrado e que sempre teve vergonha de dizer aos outros que era a coisa que ele mais queria na vida. Afinal, todos sonham com posses ou sucesso, estabilidade para garantir o orgulho perante a família ou bens para esbanjar aos olhos dos outros. Desta forma, aquilo que ele queria poderia soar simplório demais e as pessoas lhe julgarem mal. Continou seu rumo e seu trabalho, mas sempre com um vazio por dentro, um torpor que havia dias parecer cortar-lhe o peito. Para passar o tempo, escrevia, mas escrever e não ser lido também lhe deixava mais angustiado. Passados dois anos, ele encontrou/descobriu que alguém o olhava e lhe parecia tão mágico que ele achou por um momento que contos de romances poderiam se aplicar na realidade, a mesma dura e crua que ele aprendera nos tempos de escola superior. Ignorou tabus, regras e perigos, e se deixou apaixonar quase que perdidamente e tal euforia lhe rendia grande inspiração para escrever e fazer surpresas românticas, aquelas bregas que no fundo toda moça quer. Porém, ele se deu conta mais tarde que deu amor demais e havia certa reflexão perdida em sua memória - ensinada por sua mãe que mais parecia alguém sem coração (e por certo é quem mais tinha um...) - que dizia quem muito se agacha mostra a bunda. Em outras palavras, passa vergonha. Assim como a Paz é a coisa mais importante e primeira para vida, a vergonha é a primeira e pior de todas pois diferente do ódio, ela caminha junto com a memória e o papel da memória é nunca esquecer. Amargamente, ele lacrimejou pois o que ele mais detestava na vida era chegar a um ponto em suas vivências e ver que sua mãe tinha razão quando era ácida nos juízos frios que emetia para ensinar o filho. As lágrimas conotavam uma incompreenssão absurda de que como aquele belo romance tornando-se real poderia, como a brevidade de uma lua cheia, tornar-se um drama? Como ele não conseguia entender e seu coração batia em um compasso dolorido, para passar aquele tempo que parecia infinito, decidiu escrever, sabendo de antemão que seria lido, mas era a única coisa que ele tinha certeza. O que ele mais queria na vida parecia novamente se afastar.
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